Olhando de fora, a mudança foi bem sutil. Raros foram os que perceberam. E, mesmo estes, não sabem a razão. Os sorrisos são mais sinceros. E as gargalhadas freqüentes. O bom dia já é normal, e ver num desconhecido um outro eu não é mais tão difícil. O olhar voltou a ter o brilho de quando criança, ganhou a serenidade de anos a mais. As lágrimas não são tão freqüentes, e, na maioria das vezes, é por não conter tanta felicidade. E o sofrimento agora é evolução. Os dias nublados e frios perderam o tom de cinza e passaram a ter cor de coberta de retalhos da bisa, filme e pipoca. Os ensolarados não são mais quentes, são feitos pra que sintamos o frescor das brisas. As chuvas não vêm pra molhar os bancos ou nossos sapatos, são pra lavar a alma, pra colorir o céu ao ir embora. A noite não é mais escura e amedrontadora, a lua e as estrelas viraram lanternas e servem como sinalizadores. O amanhecer não é mais um sinônimo de mais um dia como todos os outros, nem o anoitecer traz como antes aquela sensação de desperdício, são agora obras de arte vivas, recriadas mais belas a cada dia, fazem-nos sentir em uníssono com Deus. As músicas não dizem aquilo que não aconteceu, agora são o amor contado em forma de poesia e acordes. E agora, o filme que tanto a fazia chorar, tornou-se sua vida, só que do final feliz pra frente. E nem respirar é mais tão doloroso.
Jurei pro amor um dia te encontrar.
sábado, 28 de maio de 2011
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