domingo, 30 de maio de 2010

E você, se o sonhei, sonhei-o muito bem. Pois mesmo estando longe, sinto seus braços envoltos em mim.

Desejou que ele estivesse ali. Não sabia como, mas o desejo a consumira. Olhou pro lado e, sem acreditar, viu aqueles olhos doces, seus braços estendidos em sua direção e aquele sorriso... Ah, aquele sorriso! Era esse bendito sorriso que a dava forças, quando tudo a fazia querer parar. Nunca havia se sentido tão viva como naquele momento, talvez, por isso, ela tenha hesitado por alguns segundos. Até que o abraçou. Tê-lo em seus braços afastava todos aqueles velhos fantasmas que ela carregava consigo. Seu perfume a desorientava. E, se havia algo ao redor, nenhum dos dois reparou. Podia sentir o calor do corpo dele. Um calor diferente. Não desses que esquentam o frio, dos que esquentam a alma. Passou a mão em seus cabelos. Respirou. Acordou. Ainda sentia aquele calor, aquele abraço. E, nesse instante, seus olhos se encheram de desejo.

Não duvido nada de que, de tanto desejo, nossos corpos astrais se encontrem durante a noite.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

E os dois continuavam lá. Juntos. Olhando pro horizonte. O último raio do sol os afagava calmamente, dourado, brando, filtrado por uma ou outra nuvem. A noite descia serena, aconchegante. Aquela sensação de desperdício, tão comum nos fins de tarde, já não existia. Era como se um abraço, um sorriso ou um olhar que fosse, fizesse todo aquele peso desaparecer.
Olha! A primeira estrela da noite...” E, nesse momento, ela o toma em cócegas. Em meio a risos, gritos e sorrisos, o vento espalhava seus perfumes pelo ar... Parecia que as duas fragrâncias, juntas, formavam uma nova. E os entorpecia.
Dos olhos marejavam-lhes felicidade. Cumplicidade. E com a lua já alta, eles adormeceram. Sem aqueles medos e angustias. Simplesmente adormeceram. Abraçados.

Muito prazer,


meu nome é otário. Vindo de outros tempos, mas sempre no horário. Peixe fora d'água, borboletas no aquário.