E você, se o sonhei, sonhei-o muito bem. Pois mesmo estando longe, sinto seus braços envoltos em mim.
Desejou que ele estivesse ali. Não sabia como, mas o desejo a consumira. Olhou pro lado e, sem acreditar, viu aqueles olhos doces, seus braços estendidos em sua direção e aquele sorriso... Ah, aquele sorriso! Era esse bendito sorriso que a dava forças, quando tudo a fazia querer parar. Nunca havia se sentido tão viva como naquele momento, talvez, por isso, ela tenha hesitado por alguns segundos. Até que o abraçou. Tê-lo em seus braços afastava todos aqueles velhos fantasmas que ela carregava consigo. Seu perfume a desorientava. E, se havia algo ao redor, nenhum dos dois reparou. Podia sentir o calor do corpo dele. Um calor diferente. Não desses que esquentam o frio, dos que esquentam a alma. Passou a mão em seus cabelos. Respirou. Acordou. Ainda sentia aquele calor, aquele abraço. E, nesse instante, seus olhos se encheram de desejo.
Não duvido nada de que, de tanto desejo, nossos corpos astrais se encontrem durante a noite.
domingo, 30 de maio de 2010
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